gahbyfernandes
Enfim eu estava lá, na casa pela qual eu dediquei anos de pesquisa. A casa que todos pensavam ser uma lenda. Mas eu encontrei-a.
Era uma casa abandonada como qualquer outra, exceto pelo frio vento que, mesmo sem nenhuma passagem de ar, insistia em tirar a mecha de cabelo que eu deixava atrás da orelha.
O piso era de uma madeira carunchada, as paredes todas soltando lascas da pintura que um dia deve ter sido salmão. Eu estava em uma sala onde só havia uma cadeira de balanço trincada que parecia se mover lentamente com o vento.
Minha vista alcançava algo que julguei ser um lampião na mesa da cozinha, um pouco a minha frente com a porta escancarada. Ia me dirigindo para lá, quando a porta se fechou com um baque. Como se alguém que não me quisesse lá a tivesse empurrado. Forcei a maçaneta, mas parecia estar trancada.
Me virei para a sala novamente, mas a lanterna presa em meu pulso se enroscou na fechadura da porta e se chocou contra ela, fazendo com que parasse de funcionar.
Estava completamente no escuro e teria que continuar a investigação em outro momento. Tateei a parede ao meu lado e fui andando cuidadosamente em direção à porta pela qual eu havia entrado até conseguir sair.
Passei pela mata que cercava a casa por cerca de 3 quilômetros até chegar a beira da estrada onde meu carro estava estacionado e dirigi mais algumas dezenas de quilômetros até chegar a Salém, cidade onde eu vivia em uma pequena casa.