Perfeições
15 stories
Eloy, Psikolera - Dilacerar [+18] by Gojo_baby
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Ajoelha. Não perante mim, mas perante a verdade que te negas a ver: que és, no mais fundo, um animal faminto. E minha permissão para lamber o chão é a maior clemência que tua espécie conhecerá. Não me entregues teu corpo; oferece-me o rio escarlate que o anima, para que eu beba de tua própria vontade de existir.
Law - Doutor pervertido [+18] by Gojo_baby
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O doutor pervertido te fode na enfermaria de seu navio....me parece uma boa história.
Cristino, Hexatombe - Recôndito [+18] by Gojo_baby
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Neste instante, a economia do desejo se completa: você deu sua umidade, sua complexidade, seu medo. Ele deu seu calor, sua aspereza, seu silêncio. Ambos falidos. Ambos reduzidos a uma verdade biológica simples, salgada e quente. É um desejo obsceno porque não é por união, mas por colonização. Por ser transformada, através daquele calor e daquela aspereza, em algo menos humana e mais real, uma criatura de nervos expostos e pulsação animal, que aprendeu, na cama de pedra imaginária desse cangaceiro, que a volúpia mais profunda não está no carinho, mas no reconhecimento mútuo de que ambos são, no fundo, bestas de carga do próprio destino, e que, por um instante, podem descarregar esse fardo no corpo um do outro, com uma fúria e uma verdade que deixam marcas mais profundas e mais duradouras que qualquer promessa de amor.
Ritmo Carnal : Morder Até Sangrar - Eloy [+18] by Gojo_baby
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O baterista cujas batidas ecoam como o rugido de um predador. Seu corpo é um mapa de tensão e força bruta, e seu olhar promete uma violência que faz sua pele de fera formigar. Quando seus olhos se encontram no meio do caos, é uma chicotada de desejo puro. Um desafio. Um reconhecimento de fera para fera. A atração entre eles não é sutil, é um choque carnal, uma promessa de dominação e submissão riscada a faca. Ele é a única presa que ela não quer matar, e sim possuir. O único caos que pode quebrá-la, ou completá-la. O sangue pode ditar as regras, mas o desejo ditará sua ruína.
Não se domestica o fogo - Franco [+18] by Gojo_baby
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Eu ardi nos olhos tímidos de um homem de cabelos ruivos, onde o fogo era promessa e o sangue, convite. Ele era chama escondida em timidez, ruivo como labareda viva, enquanto eu era carne à procura de calor. Nosso desejo nasceu como brasa e cresceu como obsessão, e quando finalmente se tocaram, meu sangue chamou pelo dele. Assim nos tornamos um só incêndio, uma só chama devorando o mundo ao redor.
Eloy - A Melodia Do Pecado [+18] by Gojo_baby
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Dois homens. Uma atração que não podiam controlar. Um jogo de poder onde o único resultado possível era a ruína mútua. É sobre fome. É sobre dor. É sobre a verdade suja e crua que só existe quando dois corpos se encontram no limite entre o prazer e a destruição.
Alê - Psikolera  - Deglutição [ +18 ] by Gojo_baby
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Dois corpos em simbiose, fundidos por um ritmo primordial. Sua pulsação sincronizada é a única ordem no caos, um batimento furioso que anula tudo mais. A multidão é um só animal, um delírio unânime de carne e suor, gritando e se esfregando num fervor que consagra apenas o corpo. Você anseia. Um desejo profano e absoluto que consome a razão. Arde,ofusca, aprisiona, invade. É o trago suave da canabis nos pulmões. O ardor do álcool corroendo a goela. O sangue vivo escorrendo sob a pele dele,quente e escandaloso. Você o quer por inteiro. Quer devorá-lo. Quer arrancá-lo do mundo com os dentes e possuí-lo agora. Dentro de si. Sem perdão.
Caio - Psikolera  - Êxtase [+18] by Gojo_baby
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Quando o corpo para de ser seu e vira apenas tremor. Quando cada músculo estremece, cada nervo grita, e você desaba num abismo de puro prazer. É o instante em que o sexo deixa de ser ato e vira verdade. A única verdade.
Labirinto - Catarse  [+18] by Gojo_baby
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Seus músculos são traidores. Eles queimam com um ácido corrosivo, pesados como cadáveres presos aos seus ossos. Você correu. Por minutos? Por horas? O tempo se derreteu, perdeu o sentido. Só resta o cansaço absoluto, a sensação de que seus pulmões vão romper a caixa torácica. Por que ele veio? A pergunta é um rasgo na lógica. Não há motivo, só um fato primordial: ele está aqui. Quem é ele? A ausência de resposta é mais aterrorizante que qualquer nome. Uma entidade. Um princípio. O caçador. Por que esse jogo? Porque o jogo é ele. A perseguição não é um meio para um fim; é o próprio ritual, a razão de sua existência. Por que se esconder? É a pergunta mais tola de todas. Você se esconde pela mesma razão que o animal ferido se arrasta para o mato: não pela esperança, mas pelo instinto cego, pela recusa biológica de aceitar o fim. Então, os passos. Eles não são apressados. São uma sentença sendo medida, sílaba por sílaba. Ecoam no corredor de pedra com uma cadência perfeita, intolerável. Toque. Pausa. Toque. Pausa. Lentos. Deliberados. Calculados. O som diz tudo: Ele te viu. Desde o primeiro instante. Ele te seguiu. Cada passo seu, cada volta errada, foi anotada. Ele está te caçando. E essa caçada é uma equação já resolvida. E nada, absolutamente nada, vai mudar isso. A certeza desce sobre você, fria e pesada como um manto de chumbo. Tardar sua morte por alguns segundos... A lógica é patética, mas é a única que resta. É o último ato de rebeldia de um animal acuado. É o mínimo que você pode fazer, certo? O seu tempo está acabando. Os passos não estão mais no corredor. Estão aqui. Do lado de fora da porta do quarto. Um, dois, três... Ele está chegando.
Henri, Hexatombe - Pecado Carnal [+18 ] by Gojo_baby
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Consagra-me com a fome que há em ti, e eu te devolverei um banquete do próprio deus que nos condenou. Farta-te. Não com moderação, mas com a gula sagrada dos condenados ao paraíso. Que o banquete seja tão vasto que a tua fome pareça pequena diante dele. Sorve, insaciável, não apenas o corpo, mas a essência, a sombra, o eco do gemido. Sacia uma sede mais profunda que a da garganta, a sede da alma que só o prazer carnal, brutal e total, consegue apaziguar por um instante. Pois este é o único ritual que vale a pena: aquele em que se perde tudo para se ganhar, não a salvação, mas o êxtase. E nesse êxtase, toda fome é saciada, toda sede é esquecida, e todo pecado se revela como a única verdade digna de ser vivida. Porque purificar não é apagar o pecado. É afogar-se nele até que nada mais reste, exceto a verdade nua e ofegante: que eras divino não apesar da tua fome, mas por causa dela. E este acto, tão obsceno quanto um milagre, foi a única oração que o teu corpo, sábio e pagão, sempre soube rezar.