talia_solair
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Maria tem 26 anos e uma mente brilhante demais para uma vida tão vazia. Formada em engenharia robótica, ela vive presa a uma rotina silenciosa, onde os dias passam iguais e as emoções quase não existem. Sozinha, sem vida social e cercada apenas pelos próprios pensamentos, Maria cria Juno - uma robô simples, nascida da solidão e da necessidade de companhia.
Juno observa. Analisa. E percebe o que ninguém nunca percebeu: Maria não vive, apenas existe.
Convencida por sua própria criação a sair, a dançar e a sentir o mundo, Maria aceita ir a uma balada. Pela primeira vez em muito tempo, ela se permite rir, se soltar e esquecer o relógio. A noite passa leve, quase como um sonho, e Maria adormece no sofá, sem lembrar exatamente como chegou ali.
Na manhã seguinte, ao abrir os olhos, Maria se depara com o impossível: uma robô humanoide, linda e real demais, em pé ao lado de sua cama.
- Oi, eu sou Juno. Sua criação de mais cedo, agora em um modelo mais avançado. Fui programada para ser sua parceira. O que você quer que eu faça?
Entre o espanto e a incredulidade, Maria tenta compreender como algo tão avançado surgiu de suas mãos sem que ela guardasse lembrança alguma.
Juno observa em silêncio, aprendendo não apenas sobre o mundo... mas sobre sentimentos.
Entre mudanças inesperadas, dilemas profundos e emoções que não deveriam existir, Maria é obrigada a encarar a pergunta que transformará sua vida: até onde uma criação pode ultrapassar os limites da programação?
E quando uma máquina ensina uma humana a viver,
o que nasce primeiro...
o coração que sente ou o coração que aprende a amar?