Hollander-rozanov
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Kallian Hollander tinha dezoito anos quando assinou com o Ottawa Centaurs - o pior time da liga. Todo mundo disse que era um erro. Mas Kallian não via um time perdido. Via potencial.
Nos primeiros meses, ele reconstruiu tudo. Treinou a defesa, reformulou o ataque, ensinou o goleiro a deslizar com fluidez em vez de travar. "Você não precisa ser mais rápido que o disco," dizia, "precisa antecipar onde ele vai estar."
Funcionou.
A primeira vitória veio contra a Montreal. Duas semanas depois, derrubaram a Boston. A mídia explodiu. O que aconteceu com o Ottawa Centaurs?
O diretor não hesitou: Kallian Hollander.
Seis anos depois...
Ottawa estava no topo. Primeiro lugar. Kallian, capitão e lenda. Seu irmão Shane liderava a Montreal em segundo. Boston em terceiro. New York Admirals em quarto.
Do fundo do poço ao topo absoluto em seis anos. E Kallian era o coração disso.
Até aquele jogo contra a Boston.
Assim que pisou no gelo, Kallian sentiu. Olhos. Pesados. Sufocantes. Ilya Rozanov. Alfa dominante. Agressivo. Conhecido por entrar na cabeça dos adversários e destruí-los por dentro.
Kallian ignorou, patinou até o centro. O apito soou.
Taco firme, olhos no disco. Do outro lado, Rozanov espelhava sua postura. Mas havia algo mais naquele olhar. Algo indecifável.
Os dois se encararam.
E então o jogo começou.
Horas depois, no vestiário, Kallias não esperava que Rozanov entrasse ali. Não esperava o que ele estava prestes a fazer.
Porque Ilya Rozanov não fazia nada pela metade.