__Baby__Jauregui__
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Alfas não foram feitos para dividir território.
Muito menos para dividir espaço, poder... ou sentimentos.
Julia Bergmann e Ekaterina Antropova se detestam antes mesmo de se conhecerem de verdade. Ambas são Alfas, uma junção quase inexistente dentro da dinâmica biológica - mais rara e instável do que qualquer outra. Alfas são dominantes, explosivos, territorialistas por natureza.
E, ainda assim, o destino insiste.
A Itália ergue o ouro olímpico de 2024, enquanto o Brasil fica com a prata. Sob a pressão constante de seus países, de seus clubes e da expectativa de perfeição, as duas carregam mundos diferentes nos ombros. Julia se recusa a abrir mão da própria raiva exagerada, impulsiva, quase infantil direcionada à italiana que lhe roubou o ouro. Antropova, por sua vez, precisa lidar com algo ainda mais desconfortável: Julia não se curva.
Ekaterina é uma Alfa primordial, sendo mais forte, mais dominante, mais intensa. Essa condição não a coloca acima de Julia... mas a torna ainda mais territorial, mais irritável e perigosamente apaixonada. O que deveria ser vantagem vira conflito. O que deveria ser instinto vira caos.
Entre disputas silenciosas, confrontos diretos e uma atração que nenhuma das duas quer admitir, Julia e Ekaterina precisarão decidir se lutarão uma contra a outra até a exaustão ou se aprenderão, da forma mais dolorosa possível, que algumas ligações não existem para serem vencidas, mas para serem sobrevividas.
Porque duas Alfas juntas não quebram regras. Elas quebram estruturas.