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Eu quis escrever essa one shot porque, como espectadora, senti que o casamento de Loquinha tinha muito mais potencial emocional do que aquilo que foi entregue. Era uma história que merecia tempo, construção, delicadeza e presença. Não apenas um momento rápido e casamento duplo, mas um percurso: o pedido, o planejamento, as escolhas, as conversas com a família, os padrinhos, os vestidos, a cerimônia e tudo aquilo que transforma um casamento em algo verdadeiramente significativo para as personagens.
Como graduada em Cinema e Audiovisual, aspirante a roteirista e autora, eu acredito muito na importância da construção dramática. Um casamento em uma narrativa não é só um evento bonito, ele é consequência de uma trajetória. É o resultado de conflitos, amadurecimento, escolhas e amor. Por isso, quando uma história com tanto apelo afetivo é tratada de forma apressada, fica a sensação de que as personagens, e também o público que torceu por elas, foram privados de viver esse momento com a profundidade que ele merecia.
Essa one shot nasce justamente dessa vontade de imaginar como poderia ter sido. Não como uma simples correção, mas como uma forma de cuidado com a história, com as personagens e com quem se importa com elas. Eu quis dar a Eduarda e Lorena o espaço para respirarem dentro desse acontecimento, para planejarem, se emocionarem, terem medo, rirem, escolherem detalhes juntas e chegarem ao altar com tudo aquilo que um amor como o delas pedia.
No fim, essa é a minha versão de como o casamento de Loquinha deveria ter sido: mais íntimo, mais desenvolvido, mais emocionante e mais coerente com a importância que elas têm. Uma pequena reparação narrativa feita por alguém que ama contar histórias e acredita que certos amores merecem ser escritos com mais cuidado.