PedroMaurcioPereiraB
A história conta sobre os gêmeos de Edenôr, filhos do rei Emanuel, O castelo respirava em silêncio, envolto pela noite mais escura que já tocara aquelas muralhas. Nos aposentos reais, os filhos do rei Emanuel repousavam em seus berços - dois corações gêmeos, dois destinos ainda intactos.
Foi então que a escuridão se moveu.
Uma figura encapuzada surgiu no quarto, sem ruído, sem anúncio. Sua identidade permanecia oculta, como se a própria noite o tivesse gerado. Aproximou-se lentamente, atento a cada sombra, a cada suspiro. Quando seus olhos pousaram sobre os gêmeos, um sorriso lhe escapou - breve, enigmático.
Sem hesitar, tomou um deles nos braços.
O choro do bebê rasgou o silêncio como um grito de alerta. Portas se abriram, passos ecoaram pelos corredores, e o castelo despertou em sobressalto. O rei Emanuel sentiu o golpe antes mesmo de chegar ao quarto.
A figura encapuzada, sentindo o perigo se aproximar, correu. Em um instante, lançou-se pela janela e desapareceu na noite, levando consigo o pequeno príncipe.
Quando Emanuel entrou, o tempo já havia vencido.
Havia apenas um berço ocupado.
A ausência do outro pesava como um abismo.
O rei caiu de joelhos. O desespero atravessou sua alma, e o choro quebrou a força de um trono inteiro.
- Meu filho... Peter foi tirado de mim.
Quem era o homem encapuzado?
Por que escolheu aquele bebê?
Para onde levou o herdeiro de Edenôr?
Que decisão tomará Emanuel diante da perda?
E que destino aguarda o príncipe arrancado de sua origem?
Esta é uma história de perda e promessa.
De trevas e redenção.
Caminhe por estas linhas.
Pois, entre palavras e destinos, a verdade ainda espera ser encontrada.