Ida_Novais
Enquanto as chamas dançavam diante dos meus olhos, devorando tudo o que um dia me prendeu, senti algo próximo da paz - ou talvez fosse euforia. O calor queimava meu rosto, a fumaça preenchia meus pulmões, mas, pela primeira vez em anos, eu me sentia viva. Meus dedos sujos de fuligem tremiam, não de medo, mas de prazer. Destruir nunca foi tão libertador. E mesmo sabendo que, ao amanhecer, talvez tudo viesse me cobrar, por agora... eu só queria ver o mundo arder.