Lista de leituras de Sabrinaatope
2 stories
Boca do Inferno (Ana Miranda) (1989) by MarianaAndrade615
MarianaAndrade615
  • WpView
    Reads 8,254
  • WpVote
    Votes 217
  • WpPart
    Parts 41
"A cada canto um grande conselheiro, Que nos quer governar cabana e vinha; Não sabem governar sua cozinha, E podem governar o mundo inteiro Em cada porta um bem frequente olheiro, Que a vida do vizinho e da vizinha Pesquisa escuta espreita esquadrinha, Para o levar à praça e ao terreiro Muitos mulatos desavergonhados, Trazidos pelos pés dos homens nobres, Posta nas palmas toda a picardia, Estupendas usuras nos mercados, Todos os que não furtam muito pobres: E eis aqui a cidade da Bahia. " Assim era, para o poeta Gregório de Matos, a cidade de Salvador no final do século XVII. E é nessa cidade de desmandos e devassidão que se desenrola a fascinante trama de "Boca do Inferno", uma brilhante recriação do ambiente e da vida da época que tem como centro a feroz luta pelo poder que opôs o governador Antônio de Souza Menezes, o temível Braço de Prata, à facção liderada Bernardo Vieira Ravasco, da qual faziam parte o padre Antônio Vieira e o próprio Gregório de Matos. Aliando à exatidão histórica, baseada em extensa e minuciosa pesquisa, uma narrativa de extraordinária agilidade, neste romance pulsa a vida de homens e mulheres dilacerados entre o prazer e o pecado, entre o céu e o inferno. * ~ * ~ * ~ * ~ * ~ * ~ * Este livro NÃO é de minha autoria, dou todos os créditos à autora Ana Miranda e à editora Companhia das Letras. Apenas estou postando aqui esse clássico da literatura brasileira para os que quiserem ler. #318 EM CONTO (06/11/17) #396 EM CONTO (28/10/17) #449 EM CONTO (26/10/17)
O Dia do Curinga by LadySugar9
LadySugar9
  • WpView
    Reads 11,470
  • WpVote
    Votes 305
  • WpPart
    Parts 54
Tenho de voltar tantos anos no tempo para entender por que mamãe nos deixou e fugiu para Atenas... Gostaria muito de pensar em outra coisa. Mas sei que preciso tentar escrever tudo enquanto restar em mim um pouco da criança que fui. Sentado à janela da sala em Hisoy, observo as folhas caindo das árvores. Elas planam no ar e pousam na rua formando um acolchoado macio. Uma garotinha brinca lá fora, amassando com os pés as folhas e as castanhas que caem das árvores por entre as cercas dos jardins. Nada parece ter sentido. Quando penso nas cartas da paciência de Frode, tenho a impressão de que o equilíbrio da natureza desapareceu por completo.