FernandaBastos860
Eliza Whitmore, jovem de origem humilde, não era, aos olhos do mundo, senão uma simples criada. Ainda assim, o destino, que por vezes se compraz em desafiar a ordem natural das coisas, colocou-a ao serviço de Sua Alteza, a Princesa Leonor de Bragança, cuja benevolência lhe concedeu aquilo que nenhuma criada ousava sequer desejar: o dom da leitura e da escrita.
Sob a orientação da princesa, Eliza aprendeu não apenas a decifrar palavras, mas a compreender o mundo, e, com ele, as fraquezas cuidadosamente ocultas daqueles que governavam.
Durante a alta temporada em Londres, a chegada de Sua Majestade, o Rei Dom João de Bragança, trouxe consigo uma mudança inesperada. O soberano solicitou uma criada de bons costumes que o acompanhasse e o mantivesse informado, e entre todas, Eliza foi a escolhida.
Contudo, o que nem reis nem princesas poderiam imaginar era que, por trás de sua postura obediente, habitava um segredo perigoso.
Pois Eliza Whitmore não era apenas uma criada.
Era Distinta.
A autora anônima cujas palavras percorriam Londres em silêncio, observando, registrando e, agora, perigosamente próxima do poder, preparando-se para contar verdades que jamais deveriam ser escritas.