andressacostawrites
O ouro das coroas raramente brilha tanto quanto o sangue derramado para conquistá-las. Por séculos, as torres de Valhala foram o berço de uma dinastia que falava a língua das feras aladas, mantendo o equilíbrio entre o fogo dos céus e a terra firme. Mas o declínio não começou com uma batalha épica. Tudo começou com o silêncio de corredores vazios e a arrogância de quem achava que respeito era um direito de nascimento - e não um fardo que precisa ser carregado.
A queda da casa Thorneval foi um verdadeiro espetáculo de ingratidão. Traídos por aqueles que juraram protegê-los, os últimos herdeiros foram apagados do mundo como se jamais tivessem existido. Ou quase. Entre as cinzas do que restou, uma sobrevivente caminha nas sombras, carregando não apenas o peso de um nome odiado, mas a memória de um poder que o mundo preferiu esquecer.
No vazio deixado pela ruína, surgiu um homem que nunca conheceu o calor das escamas nem o chamado das nuvens. Um estranho ao destino, movido por uma ambição humana, fria e calculada, sentou-se em um trono que, a cada segundo, parece rejeitá-lo.
E nos extremos do reino, onde o gelo endurece homens e apaga qualquer vestígio de compaixão, outro nome cresce como um sussurro perigoso. Um rei que não busca lealdade, apenas resultados. Um homem moldado pela guerra, cuja presença é suficiente para silenciar até os mais ousados - e cujo passado guarda ecos de uma linhagem que ele preferiria ver enterrada.
Agora, o reino respira sob o comando de um monarca que governa pelo medo. Enquanto a corte se perde em banquetes e conspirações rasas, forças antigas começam a se mover nas sombras. Destinos que deveriam ter sido encerrados colidem mais uma vez, não por escolha, mas por necessidade.
Nos mercados e nas masmorras, a pergunta que se repete não é se o usurpador vai cair - mas quem terá coragem de acender o primeiro fósforo... e sobreviver às chamas que virão depois.