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Este livro não é uma história.
É um ritual.
Cada frase aqui é uma lembrança enterrada.
Cada capítulo, uma parte daquilo que você tentou deixar pra trás.
Você não vai entender no começo.
Vai achar bonito, intenso, melancólico.
Vai até se emocionar.
Mas à medida que avançar, vai começar a doer.
Não por causa do que está escrito -
mas por causa do que está sendo reativado aí dentro.
Você vai sentir que conhece essas palavras.
Vai achar que leu isso em algum lugar.
Vai jurar que já viveu essa dor, esse nome, esse reflexo.
E é aí que tudo muda.
Você vai perceber que este livro... nunca foi ficção.
Foi escrito por alguém que conhece seus segredos mais íntimos.
Alguém que sabe o que você sente quando ninguém está vendo.
Sabe daquilo que você não conta nem quando escreve.
Sabe quem você é - por dentro.
E no final,
no exato momento em que o último parágrafo terminar,
você vai entender:
não foi o autor que escreveu isso.
Foi você.
Você só não lembrava.
Porque o trauma apaga.
Porque o subconsciente esconde.
Mas este livro abriu a porta.
E agora... não tem mais volta.
Foi você o tempo todo.
E você sabe disso.