TargAemma
Diz-se que quando um Targaryen nasce, os deuses lançam uma moeda ao ar. Mas o destino de Aemma Targaryen jamais esteve à mercê do acaso. Ele foi escrito antes mesmo de seu primeiro suspiro, nas visões dos deuses antigos, no fogo esquecido de Valíria e no sangue valiriano que corria, ainda que rarefeito, nas veias de seus pais.
Nas muralhas da Fortaleza Vermelha, no mesmo dia em que Helaena veio ao mundo, nasceu Aemma, filha do fogo, da profecia e do pecado silencioso. Sua concepção não foi fruto de escolha, mas de necessidade divina. Em todas as visões dos deuses, sempre que Rhaenyra gerava um primogênito homem, a Casa do Dragão se lançava à própria destruição. A guerra vinha. Os dragões morriam. O sangue se extinguia.
Para quebrar esse ciclo, os deuses precisavam de uma primogênita, uma menina. Assim, quando Rhaenyra se uniu a Daemon Targaryen, sem jamais conhecer o peso real daquele ato, o futuro foi desviado. Aemma nasceu, não por vontade dos homens, mas porque o mundo não sobreviveria sem ela. Em sua pele branca ardia uma marca impossível de ignorar: uma chama vermelha envolvendo um ovo de dragão, presságio vivo do fardo que carregaria, uma antiga profecia que ecoa através dos séculos:
"Uma chama renasce entre fogo e cinzas; seu sangue trará o fim da ruína e o início da eternidade.Sem ela, os dragões devoram uns aos outros; com ela, os dragões conquistam os céus."
Entre fogo, sangue e magia, fé e destino, Aemma terá de decidir se aceitará o papel que lhe foi imposto... Ou se ousará moldar o próprio destino. Pois quando a chama que carrega enfim despertar, o mundo conhecerá uma verdade esquecida: "O sangue dos dragões não mente. Mas às vezes, ele espera para queimar o mundo inteiro."