callmemadalice
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Aprendi a me expressar através da escrita pra sobreviver; nunca passei de rascunhos. cada verso e rasura é um reflexo da minha psique, da intensidade, do meu próprio punho; tudo o que de alguma forma possa me pertencer.
Angustiada, viajei em mim e me vi escrivã de fascínios; uma bruxa de concreto e aço no âmago de seus delírios. degustando garoas de revolta e me afogando em tempestades de amor - flertei algumas vezes com o suicídio, mas só queria matar a dor.
Uivei à noite e também ao dia. vivia como podia - sobrevivendo enquanto morria; por vezes poeta, sempre poesia. conseguinte, Madalice nascia.