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Ashwood costumava ser o tipo de cidade onde nada realmente acontecia - ruas calmas, rostos conhecidos e uma rotina que raramente mudava. Moradores e turistas caminhavam pelo centro sem pressa, sem medo, acreditando que a escuridão nunca alcançaria aquele lugar. Mas tudo isso se despedaça quando a detetive Madson é convocada para investigar o assassinato brutal de um jovem de vinte anos, encontrado em circunstâncias tão perturbadoras que desafiam qualquer explicação racional.
O caso, inicialmente tratado como um ato isolado, rapidamente revela ser apenas a primeira peça de um quebra-cabeça muito mais amplo e perverso. À medida que novas vítimas surgem - todas mortas com um nível de crueldade crescente - a cidade se transforma em um palco de paranoia coletiva. Boatos se espalham, famílias somem durante a noite, e crimes que jamais deveriam existir começam a emergir como se algo antigo tivesse despertado.
Em meio às pistas incompletas, símbolos enigmáticos e padrões que parecem se repetir ao longo da história de Ashwood, a detetive Madson descobre que está lidando com algo muito maior do que um simples assassino. Cada avanço na investigação a arrasta para corredores sombrios da cidade e para os recantos mais obscuros de um passado cuidadosamente enterrado - um passado que insiste em retornar, como uma ferida que nunca cicatrizou.
Conforme a pressão aumenta e as mortes se tornam mais frequentes, Madson precisa enfrentar não apenas o criminoso, mas também seus próprios limites mentais. Visões, coincidências impossíveis e uma sensação crescente de que alguém - ou algo - a observa de perto empurram a detetive para a beira da insanidade. Entre o desespero de impedir que o caos engula de vez Ashwood e a necessidade desesperada de encontrar respostas, Madson percebe que a verdade pode ser mais cruel do que ela está preparada para aceitar.
Em Ashwood, a escuridão não é apenas um cenário.
Ela tem memória.
E está sedenta.