Lista de leituras de Cozt4S
3 stories
ULTIMO NOME by Cozt4S
Cozt4S
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Há coisas que nunca disse em voz alta. Algumas porque eram pesadas demais, outras porque nunca teriam quem as escutasse. O silêncio foi o meu cúmplice, e nele depositei o que restou depois que tudo se foi. Carregar esse fardo nunca foi simples. Quando já não havia mais quem pudesse compreender, percebi que o que sobrava tornava-se irrelevante. Nesses momentos, aprendi que certas presenças valem mais do que qualquer futuro vazio. As escolhas que fiz sempre tiveram dois lados: um para protegê-las, outro para libertar-me. Não nego que às vezes confundi um com o outro. O resultado foi um caminho de perdas e renúncias que nunca poderão ser totalmente contadas. Hoje, olhando para trás, entendo que o que realmente pesa não são os inimigos que enfrentei, mas os laços que precisei cortar. Quando eles se foram, algo em mim também desapareceu. O que restou... nunca teve importância. E a você... queria dar aquilo que nunca tive: a liberdade de escrever a sua própria história, mesmo que isso custe a todos os outros. - Akira
As coisas que não dizemos by Cozt4S
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John Miller só queria manter sua família unida. Mas desde o nascimento da filha, Ágata, a casa em que vivem parece respirar - como se guardasse segredos antigos atrás das paredes. O silêncio não é natural. Os objetos mudam de lugar. E a menina fala com coisas que não estão lá. Enquanto tenta proteger a filha e lidar com os lapsos cada vez mais estranhos de sua esposa, Melissa, John se vê afundando em um pesadelo onde o cotidiano é distorcido por vozes, sombras e memórias que talvez nunca tenham acontecido. O que é real? O que é delírio? E o que Melissa está escondendo? "As Coisas Que Não Dizemos" é um mergulho sufocante no terror psicológico e sobrenatural, onde trauma, culpa e entidades invisíveis se misturam até que só reste uma escolha: destruir o mal - mesmo que ele tenha o rosto de quem se ama.
A Que Veio Depois  by Cozt4S
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Não sei por que lembrei disso agora. Talvez nem seja uma lembrança. Talvez seja só uma coisa que ficou... presa. Às vezes ela aparece quando fecho os olhos. Não como imagem. Como som. Um quarto. Pequeno. Escuro. Cortina torta. Lençol claro. Uma lâmpada falhando em silêncio. E um cheiro de ferro... ou leite morno. Alguém está chorando. Ou rindo? É difícil saber. Os dois sons se parecem quando vêm de muito longe. Eu lembro de uma mão. Não sei se era minha. Tinha pele quente. Segurava alguma coisa - alguém. Um corpo pequeno, leve, como se ainda não tivesse peso próprio. Mas ao mesmo tempo... pesado. Como se carregasse coisas demais pra alguém tão novo. Eu não sei quem era. Mas lembro do nome. Não o nome inteiro. Só o som dele. Cortado. Breve. Duro na boca, como se não quisesse ser dito. Sam...? Não. Não era só isso. Tinha mais. Samhara. Kali. Não sei por que isso me arrepia. Não sei por que parece errado e certo ao mesmo tempo. Acho que eu estava lá. Acho que vi nascer. Ou talvez tenha sido o fim. Talvez os dois. Tem coisas que a gente esquece porque quer. E tem coisas que esquecem a gente de volta. Mas hoje... por algum motivo que não sei explicar... Ela voltou.