RockWinter
Novamente eu me encontrava caminhando pela praia. Talvez fosse uma mania, talvez fosse uma necessidade, eu não saberia dizer. Tudo o que eu podia dizer com clareza era que não havia um única tarde que eu não viesse até a praia. Pisar com pés descalços naquela aquela úmida era refrescante e quando a maré lambia meus pés, puxando-me para o mar, convidando-me a entrar, era como se todos os meus problemas fossem embora. Olhando para a esquerda, eu podia ver o sol chegando cada vez mais perto do horizonte, o céu alaranjado e o mar infinito. Havia uma beleza natural naquela cena, que eu sabia muito bem aproveitar. Eu não era louca por natureza, e nem era exatamente ecológica radical. Mas, de algum jeito, o pôr-do-sol parecia me acalmar de um jeito que yoga algum um dia conseguiria. Era minha terapia particular, e eu não trocaria por nada.