SunriseDown
Para Ilya Volkov o mundo sempre foi um sistema simples: padrões, respostas, previsões. Pessoas eram apenas variáveis - fáceis de ler, fáceis de dobrar. Emoções? Um ruído irrelevante que ele aprendeu a ignorar desde cedo.
Até Dashiell Huang entrar no seu campo de visão.
Dash não segue padrões.
Moldado por uma vida marcada por preconceito, ele deveria ser quebrado, previsível, defensivo.
Mas não é.
Ele resiste. Se adapta. E, pior, reage a Ilya de maneiras que não fazem sentido.
Ilya observa. Se aproxima. Até que ele finalmente interfere.
O que começa como curiosidade rapidamente se transforma em algo mais denso, mais invasivo. Ele testa limites, invade espaços, manipula situações - tudo para entender o que mantém Dashiell de pé. O que o faz reagir. O que o diferencia de todos os outros.
Mas quanto mais ele tenta decifrá-lo, mais algo começa a falhar.
Pequenos desvios não calculados. Uma necessidade crescente de estar perto. De provocar. De ver.
Não é afeto.
Não é amor.
É algo mais frio - e muito mais perigoso.
Obsessão.
E quando Ilya percebe que não consegue mais tratar Dashiell como apenas mais um experimento... já é tarde demais.
Porque algumas fixações não podem ser controladas.
E quando um homem que não sente nada começa a precisar de alguém, o resultado não é redenção.
É colapso.