YngLan
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Daeron tinha apenas um mês quando Alicent o confiou aos cuidados do primo, Ormund Hightower. Gwayne não queria que o sobrinho fosse criado por aquele homem. Ormund era religioso quando lhe convinha, cruel quando necessário, e nunca escondeu o desprezo que sentia por ele.
Mas ele não deixaria a criança à própria sorte.
Gostasse ou não, o Lorde da Torre Alta teria que engolir sua presença ali.
Gwayne desmontou no pátio de Vilavelha com o bebê aninhado contra o peito. Daeron dormia, minúsculo dentro da capa verde de Gwayne, uma mãozinha agarrada ao gibão do tio.
Ormund o esperava nos degraus, com as mãos atrás das costas. O olhar que lançou sobre eles foi frio, avaliativo, demorando-se tempo demais em Gwayne.
- Então veio mesmo - disse Ormund, a voz baixa. - E trouxe a criança nos braços como uma ama.
- Ele só dorme assim - Gwayne respondeu, apertando Daeron instintivamente contra si. Desceu os últimos degraus e parou perto demais. Perto o suficiente para ver a tensão no maxilar do primo. - Alicent me confiou ele. Não a uma ama. A mim.
Ormund desceu um degrau, ficando quase da mesma altura que o primo ruivo. Seus olhos caíram para o bebê, depois voltaram para Gwayne, e estendeu as mãos em direção ao bebê.
- Ele parece um Hightower. Puxou a nós? Vendo daqui, parece com você.
Gwayne recuou outro passo. O movimento foi brusco, instintivo.
- Não toque nele.
Ormund manteve as mãos no ar por um segundo, depois as cerrou. Um sorriso frio cortou seu rosto.
- Ainda o mesmo - disse baixo. - Qualquer mão que se estende, você se afasta.
- E você ainda é o mesmo também - Gwayne retrucou, a voz mais baixa ainda, segurando Daeron com mais força contra o peito. - Achando que pode pegar o que quer.
Ficaram ali, a um palmo de distância, mas com um abismo entre eles.
Foi Ormund quem cedeu primeiro, dando um passo para trás.
- Como quiser - disse, a voz áspera. - Os aposentos ao lado do berçário já estão preparados. Se faz que