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A chave mágica
Em uma aldeia, no interior, vivia Lucas. Um garoto magro e de pele escura como a noite. Ele morava com sua avó, pois seus pais não tinham condições de criá-lo. Sua avó Benta sempre cuidou e educou Lucas, pois sabia que o garoto tinha um futuro promissor pela frente.
Em uma manhã de domingo, sua avó o chamou na sala e falou que tinha algo para contar. Lucas pensou que ela iria falar quem eram seus pais biológicos, pois sempre que ele perguntava para sua avó, ela mudava de assunto ou mandava ele ir brincar na rua. Porém, ao chegar na sala, percebeu que sua avó estava com uma chave dourada na palma da mão dizendo que agora era a vez de Lucas herdá-la.
Após receber a chave, Lucas ficou olhando para sua avó e pergunta o motivo de receber aquela chave, pois ela não aparentava entrar em nenhuma fechadura de sua casa. Benta a chamou para sentar e começou a contar as origens da chave, dizendo que nem ela sabia quem foi o criador daquela chave, mas sabia que no passado ela era usada por sua tribo nos tempos em que eram escravizados.
Com a chave em mãos, Lucas se sente obrigado a descobrir o que aquela chave escondia de tão valioso. Após examinar a chave, Lucas encontra um endereço escrito na chave e resolve caçar o local que ela leva. Depois de três semanas de busca, Lucas e sua avó Benta encontram o local, mas acham folhas e imagens do passado de sua família que estava perdida a anos.
Sua avó Benta percebe que as escrituras estavam em um idioma de origem africana, mas por dedicação de Benta, manteve o dicionário que sua família passava para os descendentes. Após traduzir o texto, Benta fala para Lucas, que encontrou a magia. Lucas pergunta o que era essa tal magia. Então, sua avó fala: "- A verdadeira magia é o esforço de manter a chama de nossas identidades acesas.
Gabriel Araújo