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Maria Eduarda tem vinte e cinco anos, duas câmeras, dois gatos e uma regra simples: não se envolver com ninguém da cena.
Nos dez anos da Batalha da Aldeia, ela está trabalhando na noite mais importante do ano para as batalhas, quando reencontra, no meio da multidão, o relacionamento que ela nunca contou para ninguém. O que ela não esperava era que, no mesmo dia, Barreto (melhor amigo, MC e desastre ambulante) decidisse apresentá-la a Apollo.
Apollo tem opinião sobre tudo, elogia como quem faz um favor e um cabelo prata que estoura em qualquer foto mal calculada. Duda leva exatamente dois minutos de conversa para concluir que ele é insuportável.
O problema é que São Paulo é pequena demais. E que, quanto mais perto ela chega, menos a versão que ela inventou dele se sustenta.
Uma história sobre luz, ruído, orgulho e a diferença entre ser observada e ser vista.