Gabriel_Sanches
Essa coletânea é um soco no estômago sem aviso.
São poemas escritos no silêncio de uma sala de prova,
com caneta suada e alma rasgada.
Aqui não tem metáforas douradas, nem palavras bonitas pra mascarar a dor.
Tem raiva, amor não correspondido, vergonha, vergonha de sentir vergonha,
e aquela vontade de sumir sem saber pra onde.
É poesia de verdade, daquelas que você escreve sem pensar se alguém vai ler,
mas que, se alguém ler, vai sentir.
É cru, é feio às vezes, é desconfortável - mas é honesto.
E ser honesto com a dor é mais corajoso do que fingir que tá tudo bem.
Esses são os poemas que escrevi pra ninguém,
e por isso mesmo, eles falam com todo mundo.