ClayBook
Coletânea de cronicas e poesias.
3- Onde vai e nao volta
Alegres, tristes, esperançosos e raivosos, eu estou para você, alma, vida e memórias, apenas mais um pouco entenderas o que deveria ter entendido. Meu grito é de socorro, pois até que nasça outro sol, eu nao serei mais apenas estarei. Algo lhe acompanha desde sempre, é tua guitarra, bateria, baixo e teclas do sono.
Durma aqui para acordar em sua imaginação, e durma em sua imaginação para acordar aqui. Um mundo do outro não é teu, e o mundo teu não é do outro. Um extremo de um não existe no extremo de outro. Reis e rainhas, não há mais condição de continuar tudo isso, programas e maquinas, não ha o porque disso tudo derivar, pois desligara.
Apenas peço para que ouçam a voz que nunca ouviram e a mensagem na garrafa que nunca chegou. No descanso não há consciência apenas neutralidade. Para onde vais nunca mais volta. Apenas ouça essa sintonia, bem feita musica, um sonar do cosmos, o alternativo sueco rock do universo.
As teclas sintetizam um lugar cinza, os solos da guitarra um som frio, e o solo de baixo filmes que ainda não existem. Tudo esta para acabar, o fim de uma era é o inicio de outra. E assim o show acaba em bateria e extridentes cordas de guitarra. Naquele lugar não há consciência só há você, alias, nem você, ela é o fim de tudo, a morte numa singularidade, num buraco negro não há chances de voltar.
Esta cronica é a apologia ao desconhecido ao escuro. Ao buraco negro. Onde vai e não volta. Apenas sorria e chegue ao final da aventura. Na singularidade, a morte no buraco negro, nem a luz escapa. É o lugar onde coisas podem ressurgir. Um buraco branco? Possivelmente. Adeus e bem-vinda operação final. O lugar nenhum, o fim e o começo.