Mennet
Braum protege onde está, o escudo não se move sozinho diante do perigo, ele se move com o escudo. O armamento é apenas uma ferramenta, se não existisse, seria o corpo que ficaria na frente. Onde tem gente precisando, ele está. Não busca, não foge, só protege.
A primeira coisa que ele sente quando alguém chega perto é o peso. Não o peso do escudo, o peso da confiança. A pessoa que se coloca atrás dele está dizendo: "eu confio que você não vai cair." Ele não pode cair. Não porque é forte. Porque se cair, quem está atrás cai junto.
Os Poros sabem disso. Eles dormem empilhados nas costas dele, roncando baixinho. O menor, que cabe na palma, dorme no peito, perto do coração. As patinhas contraem de vez em quando, sonhando com alguma coisa.
Braum não dorme. Braum vigia.
Porque proteger não é um ato.
É um estado.