horangcarat
Algumas coisas não se traduzem, apenas se sentem, e foi exatamente isso que Clara percebeu depois de algum tempo trabalhando em uma escola de idiomas, onde conheceu João Vitor.
O que começa com encontros casuais no fim do expediente e pequenas conversas durante o caminho para casa logo se transforma em algo mais difícil de ignorar. Enquanto tenta lidar com sentimentos que parecem improváveis demais para sua realidade, Clara percebe que algumas pessoas entram na nossa vida devagar, primeiro como coincidência, depois como rotina e então como algo impossível de traduzir em qualquer idioma.
Entre corredores silenciosos, músicas compartilhadas e sonhos deixados de lado por tempo demais, Clara começa a enxergar possibilidades que antes pareciam distantes da sua realidade como se, pela primeira vez em muito tempo, o mundo finalmente estivesse se abrindo diante dela.