RafaelPah
Em busca de uma loja que venda bolinhos - ela precisa disso para criar um bálsamo que cure alergia a luz causada pela ressaca espacial -, quando um homem de terno repentinamente a aborda, falando baixo:
-Você tem tempo?
- Que? Claro que eu tenho tempo. Você nem faz ideia de como eu tenho tempo. haha.
Até mais. - Responde ela, e segue seu caminho.
-Não, espere! Eu to disposto a comprar.
-Comprar? - Agora ele tem a atenção dela.
-Fala baixo! É isso, eu compro o tempo de vida das pessoas.
-E faz o que com isso?
-Vendo. Por que, tem interesse? Posso vender uns 50 anos hoje, um rapaz veio e vendeu muito pra mim.
-E onde ele está?
-Foi de manhã, então a essa hora, morto. Eu realmente comprei quase tudo dele. - Fala mostrando uma ampulheta com areia roxa na parte de cima e quase nada na parte de baixo.
-Não! você não pode comprar tempo de vida das pessoas.
-Como não?
- É errado, você não pode tirar a vida de alguém.
-Todo mundo faz isso.
-Não!
-Sim, já ouviu falar em emprego? As pessoas vendem seu tempo de vida, por dinheiro, a diferença é que comigo é mais rápido. Vai comprar ou vender?
-Guarda essa ampulheta ai! Sabe, algumas dessas pessoas podem verdadeiramente viver enquanto trabalham. Não é justo tirar a oportunidade das pessoas descobrirem ao longo da vida que podem viver e não apenas existir por um período de tempo.
A Doutora aponta a sonic pra ampulheta, que se desmonta e a areia se dissipa no ar, enquanto ela vira as costas e vai em busca do bolinho.