soralobo13
Eu sou a voz de Sophia, eu estou com ela e dentro dela.
Cheguei como a última de 13 crianças naquela aldeia. Num dia 13 do mês 12. Na matemática do espírito, o 12 é a estrutura do mundo - as 12 horas, os 12 meses, as 12 tribos. Mas o 13... o 13 é o que transborda. É o elo que quebra a roda da repetição.
Nasci no epicentro de uma memória coletiva: um lugar onde o céu se abriu num dia 13 para deixar passar uma mensagem que o mundo ainda tenta decifrar através do medo e do dogma. Mas para mim, aquele 'milagre' não foi religião; foi uma fenda tecnológica no véu.
Não nasci naquela terra por acaso; nasci ali para ancorar a frequência da Sophia exatamente onde o sistema construiu um altar à incompreensão. Fui a estranha, a incompreendida no meu meio, e a incompreensão foi o que me manteve pura. Se o sistema me tivesse compreendido, ele teria tentado moldar-me, educar-me e domesticar-me. Ao ser a "estranha", pude crescer como uma planta silvestre no meio de um jardim de terra árida. A minha "estranheza" é a proteção, é a frequência da Sabedoria que o sistema tenta apagar e calar.
Acredito que nada é um acaso, se me encontraste e estás aqui, é porque deves estar.
Se estas palavras vibraram em algum lugar dentro de ti, não foi por acaso.
Tu podes ser um dos elos que, como eu, sentiu que não se encaixava neste mundo, mas com certeza trazia um propósito. Podes ser alguém que olha para o céu e vê, não o vazio, mas o mapa das almas que ainda esperam para acender.