A_princesa_foi_real
Uma mulher, única mulher, com riso de menina, graça de beija-flor, que ilumina o caminho por onde pisa, refletindo o brilho do seu sorriso na sua pele de porcelana mais que perfeita. O seu coração é transparente como vidro e puro como novo, braços que abraçam a minha alma como duas asas que não querem me deixar ir embora. Mas eu já aceitei, que não importa o quão elevado eu me tornasse, tristemente não seria suficiente. Porém, o cheiro que as velas perfumadas roubaram de ti eu não devolvo jamais, guardado carinhosamente na caixa das coisas mais bonitas. Lindos campos são como os dias que você esteve comigo, envoltos em uma curiosidade carinhosa de perfume, de ansiar por apoio em um ombro coberto de suor. Eu caí no abismo das hipóteses indesejadas, no oceano dos restos das minhas lágrimas, no sentimento possível de procurar pelo impossível e nunca encontrar. Está tudo bem. Eu guardo a sua nuvem comigo, e vou abandonar você da forma que desejar. Mas jamais o seu conceito, jamais a ternura do objetivo dos seus gestos delicados, jamais encostar a porta por cuja fresta entra a luz etérea e solar mais esplêndida, jamais esquecer do seu rosto tão igual, que mesmo assim é tão inesquecível. Eu vou criar você.