Rainzinhi
Ele veio como vento sem nome,
rompendo o silêncio das docas vazias,
onde o mundo aprende a esquecer devagar.
Entre eles,
não houve começo -
só o eco de algo que nunca terminou.
O mar observava,
como quem guarda segredos na boca das ondas,
e os devolve apenas quando já é tarde demais para fugir.
Porque há nomes que não se dizem,
há olhares que afundam sem tocar,
há promessas que não nascem de palavras,
mas do modo como a maré insiste em voltar.