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Comunicado pela polícia sobre a detenção de seu filho, um estudante universitário de Ciências Sociais, em um protesto pela melhoria do transporte público no Recife, um pastor evangélico se dirige ao local do interrogatório para tentar liberá-lo. Ambos acabam se vendo obrigados a tratar de suas diferenças, acirradas por visões de mundo antagônicas, e tentando resolvê-las durante os intervalos dos depoimentos à polícia.
Esse é o pano de fundo para a condução da narrativa de "Sem relva", primeiro romance do jornalista, escritor e crítico musical Carlos Eduardo Amaral. A versão e-book já se encontra à venda pela Amazon. A versão impressa pode ser encomendada ao próprio autor, pelo e-mail audicoes@gmail.com.
Em um quadro de ampla insatisfação popular em relação aos serviços públicos de transporte e à mobilidade urbana em geral no Recife, é organizado um violento protesto que resulta na detenção de diversos manifestantes, após confronto com a polícia. Um dos detidos, um black bloc, e seu pai, líder religioso de periferia, têm finalmente a oportunidade de revelar ressalvas e mágoas entre si, e desnudam mazelas das pequenas e grandes corrupções do dia a dia, que alimentaram com o intuito de garantir aceitação de grupo e ascensão social.
Durante a detenção policial, a investigação sobre a rede de contatos que sustenta o movimento dos manifestantes consegue atingir seu objetivo, mas descobre existir um ponto inconveniente a ser resolvido...
TEMÁTICAS COADJUVANTES
Os maus-tratos aos animais, os preconceitos burgueses, o trabalho de base das comunidades evangélicas e a diversidade de abordagens da imprensa completam o quadro sociológico de Sem relva, que o autor define como "uma ópera contemporânea, travestida de romance, acerca do cotidiano recifense".