A cigana e sua sina

A cigana e sua sina

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WpMetadataNoticeLast published Mon, Mar 6, 2017
Mayara, uma jovem cigana de 20 anos, dependia do marido, um homem rude de 54 anos a quem fora prometida ainda na barriga da mãe. Mayara tinha o sonho de um dia viajar pelo mundo e conhecer outras línguas, outros mundos, novas caras. Mas tinha em mãos um grave problema, não podia deixar os seus filhos ainda pequenos à mercê do seu marido. Constantino era alto, moreno, com olhos cor de mel e um bigode farto que lhe tapavam a boca fina e rasgada da sua face esguia. Homem prepotente e de mal com a vida, passava o seu tempo no café a discutir com outros homens e a beber e fumar o dia todo. Mayara passava o dia a limpar o pobre casebre onde viviam, e a deambular pelas ruas da cidade a tentar vender bijuterias baratas que a mesma fazia, com peças de pouco valor que comprava com o pouco dinheiro que restava quando lia a sina aos estrangeiros. Assim conseguia dar comer aos filhos e ainda dava para o marido gastar nas tabernas e café. Pelas 7:00 da manhã já a bela jovem se preparava para alimentar suas crianças. Acendia o fogo lá fora para aquecer água para fazer café que juntava com um pouco de leite para dar às crianças de modo a aconchegar o estômago vazio da noite. Por vezes conseguia algum pão duro que ia buscar aos restaurantes que sabendo da situação, em lugar de deitar fora, davam a Mayara para juntar ao leite e café e assim alimentar melhor os seus pequenos. Tinha dias que não sobrava para ela. Não podia faltar a seu marido e seus filhos, mas por vezes ela própria que lutava pela sobrevivência da família não tinha que comer. Esta triste sina que tinha Mayara não condizia com os sonhos que alimentavam o seu coração. Tinha o sonho de um dia ser rica e viver longe deste homem por quem não nutria qualquer tipo de sentimento. Apenas obedecia, trabalhava, muitas vezes até porrada levava nas noites de bebedeira que o marido vinha pra casa e implicava por tudo e por nada. Mayara chorava e se escondia para que os meninos não reparassem.
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ciganos
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Me chamo Zaíra Revilla, tenho vinte e quatro anos. Meu nome é diferente? É eu sei, na verdade sou diferente. Sou gitana de nascimento, ou no meu caso simplesmente cigana/árabe. Desde bem pequena busco a minha liberdade, minha independência como mulher. Estudei e me formei, em dois cursos na faculdade, o de administração e o de designer, trabalho atualmente na empresa de meu pai, sou designer de joias lá, e justamente por ser filha do chefe, mostro o meu valor profissional todos os dias. Não, eu não irei me casar por conveniência de meus pais ou do clã. Se um dia, eu vier a me casar que seja eu mesma a escolher o dono do meu coração. O meu destino sou eu quem faço. " E foi nas cartas de tarôt que, mi abuela o viu. O homem que emfim prenderia meu coração " Eu não estava preparada para nada disso, até os nossos olhos se encontrarem em uma dança. Foi quente e meu corpo parecia em combustão, ao mesmo tempo que senti um reconhecimento em seu olhar. Será ele o meu destino?

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