Que bom seria

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WpMetadataNoticeÚltima publicación mié, mar 8, 2017
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No ficción
Como nós, mulheres, fomos educadas para reagir nas mais diversas e humilhantes situações dessa nossa sociedade - ainda - machista e patriarcal? Uma mulher reflete sobre sua vida após ouvir o desabafo de outra mulher: "Que bom seria ser homem". Duas mulheres, a mesma história, a mesma luta. Conto premiado com menção honrosa e o 9º lugar no III Concurso Feminino de Contos Dirce Doroti Merlin Clève, em 2017.
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"A sociedade não está pronta para aceitar toda forma de liberdade" Em um mundo dividido em duas classes, as mulheres são seres superiores e os homens inferiores. Cada um habita uma sociedade, que funciona de maneiras distintas, eles trabalhando e sobrevivendo como podem e elas usufruindo de toda a produção e lucro gerado por eles. Afinal, o sexo feminino tem capacidades mentais mais elevadas e a lei da evolução as tornou mais adaptadas para as necessidades do mundo. É isso que as torna superiores e permite que usufruam de toda a liberdade, fazendo o que desejam, sem compromissos e buscando a felicidade acima de tudo, sem rótulos e sem preconceitos. Mas até onde essa liberdade é real? Luzia se sente entediada com tanto tempo livre. Já fez tudo que podia e precisa de mais emoções e mais experiências. É querendo saciar esse desejo que se arrisca a desvendar a sociedade dos seres inferiores conhecidos como homens, e descobre que eles não são seres tão horripilantes e diferentes como ouviu dizer e que ela mesmo não é tão livre quanto pensava. Descobrindo mais sobre si mesma, se identificando como assexual e conhecendo os outros gêneros e a pluralidade de pessoas que existem, ela decide lutar por um mundo igualitário e livre de verdade. Onde cada um pode ser quem quiser e ser feliz como quiser.

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