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Cara amada

Cara amada

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WpMetadataNoticeLast published Thu, Mar 9, 2017
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Poetry
Cara amada minha a tua imponência é mais atrativa aos olhos do que as das árvores cheias de flores, na sua estação. Venho dedicar alguns momentos para propagar aos céus o quanto te amo, quem sabe os pássaros levem minha voz aos quatro cantos da terra e por um gesto celestial, ouças minha voz. Se pudesse te dizer que não cabes, no meu coração. Atentaria para a força que tem nesse amor. Se soubesse que teu perfume de mulher se fixou em minhas narinas. De tal forma que quando, penso em você inalo seu cheiro suave. O esplendor que despertou em meu ser, não posso mensurar. Se pudesse te demonstrar te daria beijos mil, mas vou sintetizar em duas palavras amo você. Se soubesses estrela que te quero pra mim, se soubesse que só assim minha tristeza teria um final feliz. Com você viajo rumo a dimensão da felicidade, e você me conquistou de tal forma, que não posso esconder o que sinto. Não fugirei desse teu olhar, ah! esse teu olhar que me apavora. Mas assim foi que me apaixonei, pela riqueza da tua beleza expressiva. Você é a criatura mais linda que já me deparei, uns necessitam de mel, eu necessito do teu amor. E para não morrer clamo pela tua atenção, que requer de você apenas um sorriso contagiante, para mudar meu humor. E transforma-o em amor. LUIZ GONZAGA JR.
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Quase me afoguei em mim. Há uns dias, eu decidi enfrentar aquilo que era meu maior medo. E digo que era meu maior medo, porque eu não me permitia nem percebê-lo ali. Sempre esteve, me cutucava rotineiramente, amedrontava durante a noite e imergia em meus melhores sonhos. Então, eu acordava! Deliberadamente, não me permitia continuar naquele lugar. No banho, enquanto a água queimava cada centímetro de pele, aquele medo parecia querer avançar. O que eu fazia? Colocava uma música, é claro! Eu é que não ia deixar minha mente me levar até lá. Recusei insistentemente a ver que eu estava ali. Que aquele medo me pertencia mais do que eu teria coragem de dizer, ou, ao menos, pensar. Decidi, então, mergulhar. Lançar, cair, pular, literalmente, de cabeça. Tranquei a porta. Fechei a cortina. Apaguei a luz. Acendi minha luminária. Apenas ela contra a parede. Peguei os pedaços de papéis coloridos. Um de cada cor... Uma caneta. Música clássica. Um maestro se contentando em ser sua orquestra. Meu medo? Ter a clareza de quem eu sou em minha mais profunda complexidade. Fui mergulhando, afundando. Naquele quarto cerrado, permiti ser o meu eu mais profundo, mais desconhecido. Estava disposto a ver até onde chegaria. Que criaturas bizarras ou fantásticas habitavam o mais profundo eu. Confesso que foi amedrontador. Intenso! Talvez essa coletânea de cartas, que fui encontrando no caminho, nunca precisem ser verdadeiramente entregues. Talvez no momento em que elas nasçam, seu destinatário já saiba tudo que cada letra quis dizer. No entanto, isso não me impede. Escrevo! Escrevo mesmo que ninguém precise ler para compreendê-las. Escrevo! Escrevo cartas. Cartas para

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