Crianças do caos. A sua maneira de ver o mundo não é a mesma que a deles. Um mundo assustador, sufocante, paralisante. Um mundo só deles, uma atmosfera diferente, horizonte distanciado. Uma tempestade se forma quando o coração se aflige e a depressão, a ansiedade bate. Bate forte, derruba no chão. São apenas crianças e os remédios não ajudam, não funcionam. Não tente respirar com seus pulmões, não tente andar em sua pele, não tente ver o horizonte em seus olhos. As tempestades são reais, vêm dos pequenos. Mas eles não são maus, só têm medo de seus poderes.
"Não olhe para o abismo se ele olhar de volta."
O velho açude é um lugar que ninguém mais visita - não por medo de se afogar, mas por algo muito mais difícil de explicar. As histórias falam de espíritos, mas o que realmente assombra ali está além da compreensão humana.
Sob a superfície, há um silêncio pesado, um chamado sutil que mexe com a mente de quem se aproxima. Alguns dizem ouvir vozes. Outros, sentir lembranças que nunca viveram. Todos carregam de volta um peso que não conseguem nomear.
Quando uma empresa decide drenar a pedreira e expor o que jaz nas profundezas, os moradores terão de encarar não apenas o que está na água... mas também o que ela desperta dentro deles.