"A garota estava sentada em uma cadeira, acorrentada, haviam diversas marcas espalhadas pelo seu corpo, o ambiente em que se encontrava era de um completo breu, não via ou ouvia nada, apenas gritos desesperados, as pessoas que os proferiam, agonizavam, algumas gritavam seu nome, pareciam estar sendo torturadas. Minna não sabia o que fazer, encontrava-se incapaz de proferir um simples grito de socorro, era como se todo o sofrimento que emanava dos gritos, daquelas gargantas, a atingissem com ainda mais intensidade, esta queria correr, se soltar, mas não havia lugar de onde tirar forças. Sentiu seus olhos se irritarem, com uma repentina luz invadindo o lugar, havia uma gargalhada sombria, os gritos cessaram, quando seus olhos adaptaram-se a claridade, pôde perceber estar sozinha, não estava mais acorrentada, não estava mais em sala alguma, mas sim na floresta, e a luz repentina, não passava do brilho da lua em meio crepúsculo, Minna se viu maravilhada, não conseguia desviar o olhar da lua cheia formada naquela noite, era como se a chamasse, e a garota estava caminhando em direção a mesma. Quando ouviu seu nome sendo chamado, era seu irmão, em um estalo acordou, era tudo um sonho."
A guerra devastou os campos e corações dos reinos. O conflito entre os clãs da Luz e das Sombras parecia interminável, com batalhas ferozes que deixavam rastros de destruição. No centro dessa tempestade, dois jovens se destacavam: Lumina, uma garota com poderes incontroláveis de luz, e Orun, um homem de sombras tão profundas quanto sua alma.
Lumina era tudo o que seu clã poderia esperar de uma líder. Sua magia era pura e brilhante, mas ela mesma se sentia frágil, um reflexo da luz que carregava. Sempre soube que seu destino seria lutar, mas a guerra lhe parecia uma carga insuportável. Seu corpo delicado tremia ao enfrentar o poder imenso da sombra, e sua mente estava em constante conflito. Mas em uma noite de fúria, após uma batalha brutal, tudo mudou.
Orun, o futuro líder do clã das Sombras, não queria vencer, mas a rivalidade entre eles os forçou a uma luta mortal. A magia deles colidiu de maneira indescritível, liberando uma explosão de poder que os envolveu em um turbilhão de escuridão e luz. Quando o brilho finalmente se apagou, Lumina havia desaparecido.
O clã da Luz procurou por ela por anos, sem sucesso. Sua família lamentava, mas os ventos da guerra não paravam de soprar. O nome de Lumina se perdeu nas sombras da história, até que um dia Orun, agora um líder incontestável, a encontrou.