Anjos de Resgate

Anjos de Resgate

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WpMetadataReadMatureComplete Sun, Aug 12, 2018
Esta não é uma história para quem sonha com finais. Seu final já está dado. Ou pelo menos se sabe desde já o básico sobre ele. Não é uma história para os muito crentes de suas verdades, que nada aceitam além do que a própria mente com labor construiu e luta ferrenhamente com qualquer coisa que julgue ameaçar suas certezas. Definitivamente não se escreve para tais. Esta história espera dois tipos de leitor: o que é firme em sua opinião, sem se fechar para o que há além de suas ideias, sem perder o cuidado de entender as entrelinhas, as figuras de linguagem, as metáforas, o gosto em criar e contemplar imagens que concebera durante a leitura; e aquele que tem gosto pelas fortes emoções do caminho, que valoriza o presente e, independente do que vier adiante, é no agora que está seu coração e procura vive-lo da melhor maneira, pois sabe que o final é um detalhe obrigatório, que longe de resolver as questões de uma trama, serve apenas de limite às páginas do livro. Naturalmente, uma história que remonta ao nascimento de nossa Era e que, no entanto, desenrolara fora do tempo, não pode senão ser presente, acontecida agora e com um desfecho já sabido por todos. Não se deseja criar uma seita, uma nova religião ou transmitir mensagens do além. Aqui se explora e reexplora personagens e histórias já velhas em contextos incomuns. Quer-se trazer profundos e recorrentes questionamentos da alma humana, muitas vezes calados pelo medo ou vergonha de nossa ignorância. Não promete alguma resposta, antes abre espaço para a pergunta acontecer e podermos analisa-la com menor temor e maior tranquilidade. Quer-se sim descer no fundo do Abismo, mas conscientes do retorno. Alto lá: entre a ideia de retornar e a concretização disso há literalmente um Abismo no meio! Mas claro, também não há novidade em que a ideia de algo e esse algo concretamente sejam coisas distintas. Enfim, eis o convite à essa fantasia: se inicia na primeira Sext
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Uma aventura empírica, que começa com uma frase cartesiana. Sensações, sentimentos, teorias, ideias e conversas com diversas personagens diferentes, são o que marcam a aventura de uma pessoa misteriosa, presente do começo ao fim dessa história. Não se sabe muito sobre a figura do protagonista, que é visto de maneira diferente por cada um desses entes divergentes (assim como é com cada um de nós). Seguindo por paisagens fantásticas e valores voláteis, o personagem vaga pelo desconhecido. No final das contas, se vendo num reflexo da própria realidade. Uma narrativa lúdica, para tentar traduzir alguns de meus pensamentos de uma maneira agradável e sutil, com a incorporação de diversas figuras de linguagem, visando a construção de uma experiência imaginativa para aqueles que leem sobre o menino. Folheie com a mente aberta e se permita descobrir que nem sempre aquilo que difere do usual é incomum. Não deixa de ser uma obra de fantasia, mas não se permita enganar pelas aparências, caso essa seja sua vontade. Cada capítulo se passa em um lugar novo. Cada lugar novo, com pessoas novas. Cada pessoa nova com ideias novas e cada ideia nova conectada por uma só figura, que interage com tudo isso. A aventura se passa em um dia, o que atribuí um conceito de relatividade temporal, para que haja uma paciência na leitura, sem grandes expectativas. Sendo, portanto, assim como o tempo e seu próprio tempo, subjetiva. Honestamente, essa narrativa, apesar de curta é uma coletânea de tantas coisas, resumidas e sintetizadas, que não existem muitas outras palavras para descrevê-la. Acho que a única alternativa aos curiosos é que a consumam, como eu fiz.

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