Combattente #wattys2017

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WpMetadataNoticeLast published Fri, Mar 8, 2019
Eu sempre fui um lutador, a emoção, a dedicação, o frenessi a vitória, assim como foi com meu pai, tudo isso era parte de mim. E com ela não seria diferente. Eu estava pronto para lutar por ela e fazê- lá minha, mas o destino gosta muito de brincar comigo, e assim como a única outra mulher que foi importante pra mim, ela me deixou. Minha mãe não pode lidar comigo, eu não era o suficiente para fazê-la ficar, e eu também não pude manter Sofia, ela me abandonou mesmo quando eu estava pronto para lutar por nós. A minha paixão pelo piano era o que me mantinha, eu tocava com todo o meu corpo, e me sentia conectada a música como eu nunca havia me sentido com qualquer coisa antes. Até que ele apareceu, e de repente se tornou o centro do meu universo. Meu lutador, que representava ao mesmo tempo todos os meus sonhos e medos, que me tirou da minha zona de conforto e me fez encarar o mundo que estava a minha volta mas que eu não conseguia enxergar. Mas no fundo eu sabia que ele não era pra mim. Como eu poderia mantê-lo, quando eu não conseguia segurar nada que era realmente importante? Eu tive algo bom há muito tempo e então perdi. Perdi minha mãe para o câncer e tudo que me restou foi um pai que nem sequer se lembrava do que era o amor. Até que o Théo apareceu na minha vida e realmente virou tudo de cabeça pra baixo. Ele meu deu a vida de volta, mas agora o que fazer com ela sem ele?
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#6
badyboy
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E ele se foi, desaparecendo entre tantas pessoas. Eu fiquei ali, sozinha sem ele para secar as lágrimas que insistiam em rolar, eu apertava as mãos da minha mãe, pedindo ajuda porque eu nunca havia sentido tanta dor, nem quando o meu peixinho favorito morreu, ou quando não dormi com meu cobertor favorito, e muito menos quando perdi meu ursinho de pelúcia favorito; nem injeção que doía tanto em mim, doeu tanto quanto aquele momento, porque não havia nada que eu pudesse fazer. Fiquei tentando controlar as frias e salgadas lágrimas que caiam dos meus olhos. Não fiz pirraça, só fiquei em estado de inércia pedindo por pensamentos que ele voltasse. Mas, não voltou. Ele nunca voltou. Os segundos foram passando e minha mãe me levou para a casa. Era tudo diferente naquele segundo. Era uma dor consumidora e desgastadora. Eu achava que o teria para a sempre, mas o nosso para sempre só existiu dentro de todos aqueles momentos infinitos que passamos juntos. Essa é a carta 225 de uma menina de 11 anos, e infelizmente é a unica que ele não vai ter, e é a única que eu nunca mais me esquecerei até essa dor ir embora, e se um dia for. Sou muito jovem e minha mãe me disse isso. Eu chorei semanas. Talvez um dia o tempo passe, a semana acabe e eu o terei de volta ou nunca mais. Mas que um coração partido dói, dói e sobre isso sou incapaz de negar.

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