Quase invisível

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WpMetadataNoticeLast published Wed, Jan 22, 2025
Tarde da noite, nem sei se ainda estou aqui. Desapareço atrás de mil páginas viradas, minha voz insegura é abafada pelo barulho incessante de chuva e mais nada. Uma página em branco, um coração carregado e uma cabeça bagunçada. Então, escrevo.
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Meu pai está morto. Assassinato. Frio. Brutal. E agora, o que sobrou para mim? Dívidas que não são minhas, uma madrasta que age como se eu fosse um banco pessoal, e uma meia-irmã que nunca soube o significado da palavra "sacrifício". Mas a pior parte? Os negócios dele. O império que ele deixou para trás, repleto de segredos, podre por dentro. Eu deveria ser forte, deveria lutar para manter tudo sob controle. Mas a verdade? Eu parei de tentar. O uísque escorre quente pela minha garganta noite após noite, queimando menos do que a culpa. A cocaína dissolve a dor, a adrenalina me mantém de pé. Miami é uma cidade que nunca dorme, e eu aprendi a me perder nela. Festas em coberturas privadas, corpos suados dançando sob luzes neon, lábios desconhecidos pressionados contra os meus. Homens? Muitos. Bonitos, perigosos, intensos. Ricos demais, entediados demais, sedentos demais. Todos querendo algo. Alguns eu usei, outros me usaram. Nenhum ficou. Nenhum importa. Porque no final, o vazio sempre volta. Foi em uma dessas noites que eu o encontrei. O Royal Mirage não é só um cassino. É um palco. Onde o dinheiro é poder, e cada aposta é uma jogada calculada. Eu não devia estar ali, mas isso nunca me impediu antes. Então eu ri, joguei meu cabelo para trás e me servi de mais um gole. Foi quando ele apareceu. Ele não era como os outros. Ele não tentava me impressionar. Não tentava me tocar. Apenas me observava, calmo demais, perigoso demais. E então, ele falou. Um jogo. Simples, direto. Mas eu vi nos olhos dele isso não era apenas sobre cartas. Era sobre controle. Sobre desejo. Ele joga para vencer. Eu também. Mas desta vez, talvez o prêmio seja muito maior do que apenas dinheiro.

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