O barco a desaguar
Quem viu
Vil Amor
Registrou um amor
No cais da vida
Um Porto, uma chama, uma brisa
Onde foi se esconder, pedir socorro
Secar o corpo, os olhos, o choro
No bar da vida
Um copo, um som, um pranto
Nos braços longos, um forte, os olhos
Faróis de outono
A música, a voz, acordes, consolo
No cais, há braços, trépidos remos
Na plataforma, um corpo
Dois corpos envoltos, em êxtase
em chama, gemendo
Um nó na garganta
Sedentos de medo
Um choro, uma pílula, um adeus
Silêncio.
Imagem: google