Maria
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WpMetadataNoticeLast published Sun, Sep 17, 2017
Maria teve sua liberdade privada pelo seu marido, sua autoestima destruída e seu psicológico abalado. Há cerca de um ano conseguiu se livrar das amarras invisíveis que a prendiam e, desde então, tem dado palestras sobre o que viveu para ajudar quem passa ou já passou por coisa parecida. Nas palavras dela, o medo não a abandona e a desconfiança é a companheira mais fiel. E é assim que se renasce. Capa por @ArthurHitchcocky
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Os contos românticos, com os quais nos deparamos em leituras desprentensiosas na nossa meninice, antes mesmo de nos graduarmos nas lições sobre relacionamentos, têm tipicamente dois personagens centrais, a vilania incrementando os impasses, um enredo fantástico e um destino que se encerra previamente satisfatório. Vale lembrar que, se possível, há uma boa fada que eleva o patamar de ser uma história encantada, trazendo ao pensamento infantil a beleza do final feliz, antes de se aconchegar em seu travesseiro, fechar os olhos e levar um beijo na têmpora de quem leu o livro colorido. Fora da literalmente protegida por capa, a vida limita -infelizmente- parte da fantasia, substituindo a fada por uma quimera, com suas heterogeneidades e incongruências. Não tão diferente do conto encantado, algumas situações incluem os vilões e, circunstancialmente, podendo ser os próprios protagonistas. Se podemos ser nossos próprios vilões e amargamos diante das nossas amarescentes escolhas, seremos também os culpados de não unirmos o felizes com o para sempre?

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