Livre, desimpedida e dona das próprias escolhas, ela nunca precisou de alguém para dizer o que fazer, muito menos para pedir permissão antes de seguir seus desejos. Vive como quer, quando quer e com quem quer. Não deve satisfações, não aceita cobranças e, principalmente, não permite que ninguém coloque rédeas em sua liberdade. Ela sabe jogar. E quando decide entrar em uma disputa, joga sujo - não porque precise destruir alguém para conseguir o que deseja, mas porque conhece muito bem as regras e não tem medo de quebrá-las quando necessário. Inteligente, provocante e imprevisível, ela aprendeu que, algumas vezes, vencer significa simplesmente não demonstrar o quanto algo realmente importa. Por trás da aparência fria existe uma mulher doce, capaz de se entregar, cuidar e sentir muito mais do que deixa transparecer. Mas não se engane: até as coisas mais doces podem carregar uma dose perigosa de pimenta. E talvez seja justamente essa mistura que torne sua presença tão impossível de ignorar. Ela não procura um salvador, não espera um príncipe e definitivamente não está interessada em perder a própria liberdade por causa de um romance. Seu coração pertence somente a ela - ou pelo menos é nisso que acredita. Até que alguém surge em seu caminho. Alguém que não se intimida com seus jogos, que enxerga além da frieza e que parece disposto a descobrir tudo aquilo que ela faz questão de esconder. Entre provocações, disputas de poder, desejos inesperados e sentimentos que nenhum dos dois estava preparado para enfrentar, o jogo começa a mudar. Porque quando duas pessoas acostumadas a controlar tudo se encontram, amar deixa de ser uma escolha simples. E, dessa vez, talvez ela descubra que o maior risco não é perder uma partida. É perder o controle de si mesma.
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