Oculta
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WpMetadataReadMatureComplete Fri, Aug 23, 2024
Bethany tem uma ótima vida superficialmente. Mas, como qualquer pessoa, tem pequenas partes ocultadas em seu interior. Em um momento oportuno de ousadia, ela foge de tudo que a aborrece, tenta seguir com uma nova vida e, claro, sem preparo algum, acaba por ter problemas. Todavia, sortuda como é, conhece alguém que a ajuda. Diferente dela, esta pessoa é totalmente indiferente sobre tudo o que é determinado essencial para ser feliz. Como qualquer um, Bethany se intriga com isso. Logo então descobre que esta pessoa não tem somente partes; sua essência era quase inteiramente ocultada. Isso mesmo. Quase. O envolvimento no dia a dia aos poucos a revelou, no entanto. Mas Bethany não sabia que apreciaria, ou pior: desejaria desfrutar disso. Pois, de uma maneira ou de outra, o encanto está no oculto. É melhor sentir do que apenas olhar.
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Rebecca sente que está ficando louca desde que os pensamentos começaram a consumi-la. Não gostou de perder sono, mas amou imaginar a mão de Sarocha junto da sua, e seus braços sendo capazes de envolver o corpo que é maior do que o seu. Enquanto imagina, sente que é a coisa mais certa do mundo, mas depois se arrepende, temendo não ter o direito de colocar Sarocha em tal emboscada. É um ciclo sem fim. Rebecca amaldiçoa sua mente, que nunca a obedece, que sempre se aventura em cenários tão surreais que acabam fazendo-a acreditar em veridicidades absurdas, como se fossem fantasias existentes e utopias possíveis. [...] Enquanto está parada na porta, analisando a reação de Rebecca, Sarocha não pode deixar de reparar que é a primeira vez que alguém que não faz parte de sua família adentra seu quarto. A sensação é estranha, a deixa nervosa. Ela imagina se Rebecca vai querer se deitar na sua cama. Não se importaria se o cheiro dela ficasse em seu travesseiro, ela gosta do cheiro de Rebecca, e da voz de Rebecca... e de conversar com Rebecca. Resumindo, Rebecca é uma das poucas pessoas de quem Sarocha genuinamente gosta.

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