Sombrios
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WpMetadataNoticeÚltima publicación vie, oct 5, 2018
Como qualquer um estaria ele se sente lisonjeado por tê-la ao seu lado. Alguém de sangue quente o suficiente para estar ali. Ela é algo pelo qual ansiou por muito tempo, mas a ele não lhe foi permitido, pois não fora convidado. É extremamente excitante a idéia de possuí-la ao mesmo tempo em que é levemente desanimador saber que ela não esta ali por ele. E agora percebe que desde que a viu vive em um território desconhecido, pensava no amor como se já o tivesse experimentado antes quando na verdade o que saboreou não é sequer um vislumbre do que sente por ela. Não passa de um infeliz indigno de sentir tal aberração. Se ela entendesse ela correria, ela fugiria e se esconderia no inferno se possível, porque viver no inferno lhe parece melhor que conviver com seus demônios, quando ela olhar dentro dos seus olhos e perceber o quão escuro é lá dentro, quando ela perceber que é dentro dele que se esconde o pior que já existiu e que o seu destino será acompanhá-lo se ele ceder ao seu pedido... E ele cederia... Quando ela perceber... Será tarde demais para se livrar dele. Queria preservar nela ao menos o brilho que possui em seus olhos. Mas dar a ela o que lhe pede é destruí-la por completo.
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"Lembro-me bem do dia traumático que vivi. Eu tinha um pouco menos de 8 anos. Como qualquer criança, eu gostava muito de brincar. Sempre em uma rua perto da minha casa, me encontrava com amigos que moravam por perto, onde em frente à essa rua havia um grande terreno baldio." Eu soo frio, enquanto me gesticulo para Luanne, a psicóloga. Paro por um momento, me ajeito no assento em aflição e continuo. "Todos os dias eu brincava naquela rua, e no mesmo horário, perto do escurecer. Em uma Sexta- Feira, na minha despedida aos meus amigos. Um vulto repentino no terreno baldio me chamou atenção. A mata era fechada, naquele horário, conseguia ver apenas alguns feixes de luz do entardecer, as altas árvores projetavam sombras fantasmagóricas. Em seguida uma risada curta e delicada ecoa pela escuridão da mata. Encarando-a por alguns segundos, presencio uma mão pálida e lisa vindo de trás de uma das árvores, como se fosse de um cadáver. Um cantarolar perturbador é vindo dali, com intensidade de baixa a alta. No seu clímax a figura demoníaca começava a aparecer por inteira e de trás da árvore permanecia, me encarando de volta com os seus olhos negros como diamante, porém ofuscados. Eles pareciam ter perdido a cor a bastante tempo. Sua aparência, mesmo jovem, sorria maliciosamente para mim. Existia provocação. Ousava tentar sair dali. Brincava comigo, assim como uma criança brinca com um brinquedo. Seu olhar ansiava em me ver ultrapassar o limite da mata. O olhar fixo aos meus, parecia ignorar qualquer sentimento que senti naquele momento. Em desespero, tento comentar com os meus amigos sobre a menina, até tentei apontar para onde ela estava para eles, porém nenhum conseguiu enxerga-la. A figura continuava a sorrir. Após este, todos os dias foram os mesmos ..... Inclusive o de hoje..... 9°🏅 em categoria "Terror" 14°🏅em categoria "Assombração" 1°🎖️em categoria "Arrepio" © Luiz Felipe V. 2024

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