The obsession of the angel of death
Nyxvelyn Corvina cresceu acreditando que pertencia exatamente ao lugar onde estava.
A família que a criou sempre foi apresentada como sua única verdade, e nunca houve motivo para questionar isso. Os nomes, os laços, as regras - tudo fazia parte de uma estrutura sólida, imutável, aceita sem dúvidas.
Ela aprendeu a viver dentro desse mundo como quem aprende a respirar: sem pensar, sem desconfiar, sem olhar para trás. Sua história, para ela, sempre foi simples. Uma origem definida. Um sobrenome herdado. Um destino traçado dentro de uma família que nunca lhe ensinou a perguntar demais.
Nyxvelyn busca respostas porque não sabe que existem perguntas.
Ela não imagina que há silêncios mais antigos do que sua própria memória, nem que algumas verdades foram escolhidas por ela antes mesmo de nascer.
Tudo o que ela conhece é o presente que lhe foi entregue.
E tudo o que acredita ser... é o que lhe disseram para ser.
Até o momento em que o mundo decide quebrar.
Azrael Black não entra na vida das pessoas - ele surge.
Sem aviso, sem promessas, sem pedir permissão. Sua presença não oferece segurança, mas mudança. Onde Azrael passa, o equilíbrio se altera, mesmo que ninguém saiba explicar o porquê.
Ele carrega um nome que pesa, uma postura que impõe silêncio e um passado que não se anuncia. Azrael não se justifica, não se explica e não tenta ser compreendido. Ele observa, mede distâncias e age apenas quando decide que é necessário.
Quando cruza o caminho de Nyxvelyn Corvina, não é como salvador nem como ameaça declarada. Ele aparece como uma linha que divide o antes e o depois - alguém que não promete ficar, mas que inevitavelmente fica marcado. A relação entre eles não nasce do conforto, mas do choque entre dois mundos que não deveriam se tocar.
Azrael não vem para revelar verdades.
Ele vem para provocar escolhas.
E, a partir do momento em que ele entra na vida dela, nada continua exatamente como era - mesmo que tu