How to save a life

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WpMetadataNoticeLast published Mon, Aug 14, 2017
"Podemos costurar a pele, reparar os danos, diminuir a dor. Mas quando a vida sucumbe, quando nós sucumbimos, não há ciência nem regras fortes e rápidas. Apenas temos que superar." - 5.03, Here Comes the Flood Ser um cirurgião exige muito de você. Faz com que você durma pouco, coma pouco, esteja constantemente correndo para salvar alguma vida. É exaustivo, doloroso, faz com que você se aproxime cada dia mais de uma máquina e se sinta cada vez menos como uma pessoa. Você não tem tempo para se envolver emocionalmente, sequer tem o direito de sentir o luto por uma perda. Vá, corra, existe outra vida precisando ser salva em algum lugar nesse prédio. Mas e a sua? A sua vida? Existe um momento onde você bate a cabeça no travesseiro e deixa de ser um cirurgião. O que é que sobra nesse momento? Quem é você quando não tem ninguém olhando, quando não tem ninguém morrendo? Tá certo, as pessoas precisam de você. As vidas delas estão nas suas mãos, e cabe a você salvá-las. Mas pare um momento: você já parou pra pensar? Você salva vidas diariamente. Mas no fim do dia, quem é que vai salvar a sua? Você disse? Eu te amo. Eu não quero viver sem você. Você mudou a minha vida. Você disse? Faça um plano, tenha um objetivo. Trabalhe para alcançá-los, mas de vez em quando, olhe ao seu redor e aproveite, porque é isso. Tudo pode acabar amanhã.
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Acredito que a vida deveria ser mais do que apenas sobreviver, que se encontramos uma razão para sorrir, não deveríamos chorar. Acho que existe um propósito. Não acho que fomos enviados por Deus para seguirmos uma rotina. Não se, realmente, existe um Deus lá em cima, mas, de al-guma forma nosso cérebro nos predestina a agir, nos obriga a pensar, a decidir. Construindo uma vida, uma vida repleta de escolhas, às vezes boas, outras vezes ruins. Vivo em um apartamento simples, ao lado do hospital. Não me casei. Não estou em um relaciona-mento ainda. Passo a maior parte do tempo no hospital. Vira e mexe encontro meus amigos da an-tiga escola, que sempre me cumprimentam com a mesma expressão: "quem te viu, quem te vê". Não desminto. Admito que, no momento em que decidi me tornar cirurgiã, de certa forma, parei de viver, deixando festas e bebedeiras para trás e me foquei em sobreviver a faculdade. Em meus raros tempos livres, permito-me viajar no tempo. Lembrando-me de meus 16/17 anos, onde festas e bebedeiras eram presentes. Relembro de quando passei para a faculdade, caralho, aquela noite foi louca, vagas lembranças de doses de tequila e meninos me veem a cabeça. Lembrei-me de quando peguei meu diploma, da primeira cirurgia, fazia tempo. Minha mente foi invadida pelas lembranças da residência, onde perdi meu primeiro paciente. Um menino pequeno, 6 anos, traumatismo craniano, hemorragia subdural devido ao trauma, não podíamos fazer nada para ajuda-lo. Sofri a perda, mas me apaixonei pela profissão, o que fez com que eu me tornasse neurocirurgia pediatra. Meu despertador tocou de uma forma irritante, me despertando de minhas memorias e me levou a pensar, eu estou apenas sobrevivendo ou estou realmente viva?

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