Sekhmet: a ira de Rá

Sekhmet: a ira de Rá

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WpMetadataNoticeLast published Mon, Mar 10, 2025
O som do chicote acertando-lhe suas costas ainda ressoava por todo o templo, o grito de dor que em momentos antes assombrava o local estava preso em sua garganta. Ísis observava tudo como se fosse a sua própria dor, rezando e até implorando para que sua amiga não sofre-se mais. A mulher que a tempos era temida e contemplada, estava coberta por seu próprio sangue e envolvida em uma tristeza profunda e Ísis sabia disso, sabia que a dor física não era maior que a da perda do seu grande amor. Mas Ísis iria ajudá-la, por ser a grande deusa protetora faria de tudo para salvar Sekhmet e o seu coração ferido.
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Os raios de sol entravam pelas frestas da janela enquanto Isabel Alencar observava os prédios que cobriam a malha urbana da cidade de Nova York. Seus dedos latejavam segurando a caneca pesada de café. Ela não havia dormido nada, estava acabada. Mas como poderia? Se o trabalho estava lhe matando e os segredos que encobria fritando seus neurônios? Ela sabia que tinha pouco tempo para ficar sozinha, que logo teria que voltar para casa e agradecer a vizinha por ficar com Rafael enquanto ela passava a noite na boate e, algumas vezes, na casa de estranhos para conseguir manter seu filho. Logo, a mulher sentiu um beijo em seu ombro nu. Pelo visto ela tinha feito um bom trabalho, mesmo que não tenha se entregado de fato. Isabel já tinha problemas demais. Cada beijo, cada lugar que ele insistia em passar as mãos pelo corpo dela a lembravam de tempo não tão distante. Nos quais ela era só uma garota mimada no Rio de Janeiro, que namorava um homem legal, que tinhas amigas legais e que tinha Ronaldo. Ela com certeza se lembrava dele. As covinhas de Rafael nunca a deixariam esquecer. Ela se lembrava de tudo muito bem. Isabel, ou para todos, Beatriz, precisa muito retornar ao Brasil.

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