Neste mundo de **mentiras douradas**, onde cada sorriso escondia uma faca e cada corte era disfarçado de carícia, **Peter Bohen era rei**. Um Alfa supremo. Um predador perfeito. Seu nome ecoava como um aviso, e ao seu lado, **Derek**, outro Alfa de linhagem impecável, formava uma dupla que governava com garras e orgulho. Entre eles, **Theo**, o Beta que amarrava suas almas turbulentas, completando o trio mais temido e desejado daquela sociedade podre. Até que um dia, em meio às sombras que eles mesmos criavam, **encontraram ele**. Um Ômega. **O Ômega.** Aquele que, mesmo antes de nascer, já tinha um lugar marcado no destino de Peter. Mas o universo era cruel. Porque quando finalmente o encontraram, **ele estava vazio**. Sem medo. Sem esperança. Sem vida nos olhos. Apenas um corpo quebrado, uma alma apagada, um coração que não batia mais-**não por morte, mas por ter sido esmagado tantas vezes que desistiu de sentir**. E Peter, o Alfa que nunca duvidou de seu poder, **olhou para aquela ruína e soube, com uma certeza que o arrasou:** *Ele era o culpado.* Não diretamente, mas por ter vivido em um mundo que permitia isso. Por ter sido parte da máquina que triturou aquele Ômega até sobrar apenas um casulo de dor. E então, **pela primeira vez em sua vida, Peter quis algo que não fosse poder, não fosse domínio-quis consertar. Quis curar.** Mas como salvar alguém que já não acredita que a salvação existe?
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