Os Novos Pecados Capitais

Os Novos Pecados Capitais

  • WpView
    LECTURES 172
  • WpVote
    Votes 8
  • WpPart
    Chapitres 7
WpMetadataReadEn cours d'écriture
WpMetadataNoticeDernière publication ven., sept. 22, 2017
"Congratulamo-nos por haver atingido um tal grau de clareza, deixando para trás todos esses deuses fantasmagóricos. Abandonamos, no entanto, apenas os espectros verbais, não os fatos psíquicos responsáveis pelo nascimento dos deuses. Ainda estamos tão possuídos pelos conteúdos psíquicos autônomos, como se estes fossem deuses. Atualmente eles são chamados: fobias, obsessões, e assim por diante; numa palavra, sintomas neuróticos. Os deuses tornaram-se doenças. Zeus não governa mais o Olimpo, mas o plexo solar e produz espécimes curiosos que visitam o consultório médico; também perturba os miolos dos políticos e jornalistas, que desencadeiam pelo mundo verdadeiras epidemias psíquicas." - Carl G. Jung Hoje em dia não temos apenas sete Pecados Capitais, mas toda uma sorte de comportamentos proibidos e - na maioria das vezes - tabus que rondam nossas relações sociais. Esses comportamentos, para serem aceitos como formas possíveis de vida precisam ser validados e acompanhados por nossos novos sacerdotes, vestidos de branco, oferecendo novas formas de comunhão e absolvição. Mas os demônios que antes criavam tais pecados ainda rondam nossas vidas. Essas novas ações não os exorcizam, apenas nos deixam absortos de suas existências. Talvez, se a melhor arma do diabo é fazer com que não acreditemos em sua existência, ele tenha finalmente vencido a guerra. Mas, o diabo nunca foi nosso inimigo, tampouco eram os antigos deuses. Diante da nossa tentativa de nos livrar desse acesso ao fantástico, ao místico e ao mítico, não deixamos de viver esses arquétipos, apenas os estamos vivendo de outra forma. Não chamamos mais de Deuses, de Demônios ou de Delitos: chamamos de Doenças. Estes contos narram essa nova realidade e exploram diferentes formas de compreendermos as fronteiras da loucura e os limites do sofrimento mental.
Tous Droits Réservés
#533
psicologia
WpChevronRight
Rejoignez la plus grande communauté de conteursObtiens des recommandations personnalisées d'histoires, enregistre tes préférées dans ta bibliothèque, commente et vote pour développer ta communauté.
Illustration

Vous aimerez aussi

  • Erradores - pensando nossa condição
  • Entre Herdeiros
  • 👭ALÉM DO PRECONCEITO 👭
  • Você Me Deu Olhos
  • A criação do Corvo
  • Assassinos Perfeitos
  • A Herdeira de Sangue. (REVISÃO)
  • Ecos de Rubi

Como alguém ousa propor que sejamos perfeitos? Errar é tão natural quanto respirar. Você até consegue prender o fôlego, mas não por muito tempo e não sem angustiante esforço. As falhas estão marcadas no nosso código genético tanto quanto nossas características físicas e, tais como mudam as doenças e síndromes, mudam também os erros para os quais estamos predispostos. A sociedade, na tentativa de minimizar danos, desde o nascimento nos recebe com inúmeros controles morais externos - culturais, legais e religiosos - em nada comparáveis à potência de um mais forte e congênito, que costumamos chamar de consciência. Logo cedo, porém, descobrimos que errar pode ser muito prazeroso, divertido e empolgante; então nosso cérebro desenvolve mecanismos para racionalizar e justificar cada transgressão cometida, além de aperfeiçoar técnicas para encobri-las. Crescemos com a pressão de uma multidão de estímulos nos ensinando a diferença entre o certo e o errado e, mesmo o melhor aluno, vai escolher mal - ou cair - incontáveis vezes. O caminho é composto por um abismo que puxa outro, porque quanto mais erramos, mais descobrimos as consequências danosas que nos alcançam e, em outras frentes, mais percebemos que queremos repetir mesmo assim, a qualquer custo, porque uma força nos atrai como um ímã. Se você não for um psicopata, adicione a essa mistura a famosa culpa judaico-cristã - ou qualquer outra a depender do seu contexto - e está pronta a fórmula para um ser humano em constante conflito. Isso se você tiver sorte, porque, enquanto houver conflito, há esperança. No dia que ele se for, você foi vencido. Ou, se você tiver mais sorte ainda, você foi salvo.

Plus d’Infos
WpActionLinkDirectives de Contenu