Adrift - Bts Imagine

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WpMetadataNoticeLast published Wed, Jul 8, 2020
- S/N... Você não entende. Eu não quis... - Namjoon começou. - Não quis o que? Você abusou de mim! Me deixou com traumas que eu nunca vou conseguir superar! Por sua culpa eu fui expulsa de casa! Por sua culpa eu estou morando em um lugar imundo e perigoso! Por sua culpa eu me sinto suja e insegura! Por sua culpa minha vida se tornou um inferno! Você acabou comigo Namjoon! - Despejei tudo gritando, minha garganta ardia enquanto minhas lágrimas quase me afogavam. - EU TE ODEIO! E ESSE BEBÊ QUE ESTÁ DENTRO DE MIM VAI TE ODIAR MILHÕES DE VEZES MAIS! Desliguei o telefone. Não conseguiria ouvir mais nada que fosse dele. Me deitei na cama suja e repleta de poeira daquele quarto imundo e me entreguei ao meu sofrimento. Um sofrimento que eu não mereço. Um sofrimento que ninguém merece. Você jamais poderia esperar o que aconteceu. Você jamais poderia imaginar o final daquela loucura. Você jamais poderia imaginar que o que parecia ser o fim, na verdade era apenas o começo de tudo.
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Higanbana

Ele me olhava como se tivesse acabado de me caçar - os olhos escuros cravados em mim, sedentos, enquanto o uísque girava lento no copo, como o sangue ainda fresco no chão entre nós. Sua respiração era densa, febril, quase tão quente quanto a vida que acabáramos de arrancar. O cheiro metálico da morte se misturava ao perfume da sua pele, e eu... eu não conseguia respirar sem ele. Ele era meu medo e minha redenção. Minha sentença e minha salvação. Estar ao seu lado era como cair num abismo e desejar que ele nunca tivesse fim. Eu me agarrava a ele como quem se afoga na própria insanidade - e ainda assim implora por mais. Ele me matou antes de qualquer outro. Quando me olhou daquele jeito. Quando sussurrou meu nome com aquela voz rouca, carregada de vício e poder. Eu não tinha mais corpo, nem alma. Só vontade. Vontade de tê-lo. De me perder inteiro nele. O mundo morreu no instante em que o sangue respingou nas nossas mãos. E ali, entre a morte e o desejo, eu soube: eu precisava dele mais do que da droga, mais do que do ar. Se ele me deixasse, eu não sobreviveria nem à próxima batida do meu coração. E ele sabia. E sorria. Porque ele também precisava de mim. Doentio. Louco. Viciado. Meu.

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