A última ceia

A última ceia

  • WpView
    LECTURAS 317
  • WpVote
    Votos 26
  • WpPart
    Partes 1
WpMetadataReadConcluida sáb, sep 16, 2017
Pensei em fazer um coque frouxo e ir ao Starbucks (afinal, é assim que as histórias no wattpad começam, não é?), mas o meu cabelo era demasiado curto. Além disso, não havia Starbucks aqui no hospital psiquiátrico. Quer dizer, sabia que havia algumas lojas por aí espalhadas em Lisboa. Porém, ouvi dizer que um dos designs dos copos tem umas árvores natalícias. E isso traria más memórias. Vai fazer um ano que me tentei enforcar no pinheiro de Natal. Pensei que o facto de ser tão baixa faria o meu sucesso. Todavia, quando acordei, não estava rodeada pelas chamas do inferno como esperava; mas sim por paredes de cimento, por cheiro a desinfetante. Já me tentei cortar duas vezes, a lâmina a dançar no meu braço, mas acho que não tenho talento para o suicídio. Acabei por desistir. É hoje que vou ter alta. Vai ser a primeira vez que verei meu marido e as minhas duas filhas, após aquele dia. Nunca me foram visitar, mas convidaram-me para passar a noite da véspera com eles. Será que me vão perdoar pelo que fiz, ou será esta a nossa última ceia?
Todos los derechos reservados
#483
plottwist
WpChevronRight
Únete a la comunidad narrativa más grandeObtén recomendaciones personalizadas de historias, guarda tus favoritas en tu biblioteca, y comenta y vota para hacer crecer tu comunidad.
Illustration

Quizás también te guste

  • Amor Sob Protesto 🪧
  • Guerra Por Poder (wantasha e Sn)
  • pequeno grande erro
  • Diário De Uma Garota Suicida[CONCLUÍDA ]
  • Contos De Terror
  • Siga a minha voz
  • TE AMAR É VIVER
  • os Supremos (pausada)

Eu só queria um emprego. Um salário no fim do mês, uns trocados pra ajudar em casa e manter as contas no azul. Mas aí eu fui demitido. Por causa de um cara mimado de terno caro, que apareceu na loja fingindo ser só mais um cliente qualquer! E que, adivinha? Era o maldito dono da porra toda. Achei que era o fim. Mas então a irmã dele apareceu com uma proposta estranha: trabalhar de assistente pessoal desse mesmo cara. Não fazia o menor sentido... até eu perceber que ela estava chantageando o próprio irmão com um segredo que ninguém podia saber. E eu? Entrei de gaiato. No começo, tudo parecia um jogo de poder. Ele mandava, eu respondia com sarcasmo. Ele provocava, eu revidava. Mas quanto mais o tempo passava, mais as provocações davam lugar a algo que nem eu, nem ele, estávamos preparados pra sentir. O problema é que, mesmo quando o sentimento aparece, ele vem cercado de segredos, manipulações e escolhas difíceis. E se tem uma coisa que eu aprendi nessa história, é que amar alguém como o Nathan não vem com garantias. Vem com caos, silêncio e um medo danado de se entregar. É sempre um amor sob protesto.

Más detalles
WpActionLinkPautas de Contenido